"No limite entre a realidade e o delírio, a escuridão da mente é o primeiro passo para o despertar."
Há momentos na vida em que o caos deixa de ser um inimigo e se torna um mestre silencioso. Foi exatamente nesse ponto entre o limite da sanidade e a necessidade de reencontro com a própria essência que esta obra nasceu. NO DIA D, NA HORA H é um memorial literário que caminha entre o racional e o místico, explorando o que acontece com a alma quando o mundo externo se desintegra.
Não se trata de um livro sobre a loucura como patologia, mas como metáfora da ruptura. A loucura aqui é o grito da alma pedindo sentido em meio à engrenagem fria do mundo moderno. O "despertar" é o retorno à lucidez mais profunda — aquela que não se aprende nos livros, mas na experiênca de se perder para se encontrar.
A narrativa acompanha a jornada de Dante, um homem que, em meio ao isolamento e ao ruído constante de um mundo em colapso, precisa enfrentar o desmoronamento de seu velho "eu". É um convite à reflexão, um espelho da travessia humana entre o medo e a fé, a mente e o espírito, o controle e a entrega.
"O silêncio não era ausência de som, era a presença de tudo o que eu havia ignorado por décadas."
— Dante, em NO DIA D, NA HORA H
A tênue fronteira entre a fragmentação da mente e a expansão da consciência em meio ao caos do mundo externo.
A jornada da alma mapeada pelos Três Caminhos da Árvore da Vida: Restrição, Beleza e Equilíbrio.
A solidão e o isolamento da pandemia como laboratórios brutais para a reconstrução interior.
O confronto direto com os Sete Pecados Capitais e o encontro com a redenção através das Virtudes.
A dolorosa e inevitável descida ao próprio abismo como etapa fundamental para o renascimento.
Um reflexo da doença da alma coletiva e a busca por sanidade quando a própria sociedade colapsa.
Muito mais do que a perda da razão, é o colapso inevitável que assola a alma quando o mundo externo se desintegra. É o reflexo direto da doença da alma coletiva e o laboratório doloroso onde somos forçados a descer ao inferno de nossa própria mente para encarar nossos piores medos e sombras.
O que ecoou como uma promessa política vazia em meio ao caos e à falta de ar, revela-se como a encruzilhada definitiva da vida. É o exato ponto de ruptura em que tudo parece perdido e resta à humanidade apenas uma escolha fundamental: desistir diante do abismo ou escolher transformar-se.
A síntese profunda entre a luz e a escuridão. É compreender, de uma vez por todas, que sanidade e loucura, assim como realidade e misticismo, não são opostos, mas sim faces da mesma moeda. O despertar não apaga a dor, mas forja a alma para retornarmos ao mundo carregando nossas cicatrizes com propósito.
Escrito para aqueles que sentem o chamado de algo mais profundo em meio à "normalidade" mecânica. Para quem reconhece que a vida é mais do que a engrenagem em que se tornou.
Uma prosa elegante que provoca, incomoda e, por fim, liberta através da identificação com a travessia de Dante. Reflexões que permanecem na mente muito depois da última página.
"Acompanhar a jornada de Dante durante a pandemia foi como olhar para um espelho que eu evitava há anos. A profundidade com que o autor aborda a linha tênue entre o delírio e a lucidez é visceral. Terminei o livro com as perguntas certas para o meu próprio processo de reconstrução."
Ricardo Menezes"Uma obra que transcende o gênero literário. A mistura entre a dura realidade de um hospital psiquiátrico e o misticismo da Cabala Hermética é feita com uma elegância rara. Senti a angústia de Dante no confinamento como se fosse minha própria."
Juliana Costa"O livro me pegou de surpresa pela forma como retrata a dor coletiva. O autor traduz o isolamento provocado pela COVID-19 em algo muito maior: uma verdadeira jornada espiritual. É um memorial literário tocante para quem sobreviveu e para quem perdemos."
Felipe Albuquerque"A escrita é magnética. O conflito interno entre a loucura e o despertar é apresentado de forma tão humana que é impossível não se identificar. Ver Dante enfrentar seus medos e encontrar as Virtudes me trouxe uma esperança que eu precisava há tempos."
Beatriz Santos"Impactante e brutalmente honesto. O livro não te entrega um manual de autoajuda, ele te arrasta para os corredores do hospício junto com o protagonista. A forma como os Sete Pecados Capitais são personificados nas nossas falhas cotidianas é brilhante."
Marcelo Oliveira"Ler este livro foi reviver os dias mais tensos do lockdown, mas através de uma lente de cura e aceitação. A viagem pelos Três Caminhos nos ensina que, mesmo quando o mundo parece desmoronar e faltar ar, ainda podemos escolher a transformação."
Ana Paula SilvaVocê acompanhará uma profunda transformação interior através de Dante, conduzido por acontecimentos que colocam em dúvida os limites entre realidade, consciência e transcendência.
Uma narrativa que não oferece respostas prontas, mas convida você a atravessar o espelho junto com o protagonista, descobrindo que o verdadeiro despertar começa quando aceitamos que não sabemos quem realmente somos.